Tag Archive: Pierre Lévy


anote na agenda o próximo evento: 11 a 13 de março, Curitiba. aliás, mais do que isso: vá ao site e colabore! o evento já começou na rede, mais especificamente no ning. uma porção de textos à disposição para leitura, você pode escrever o seu e enviar, enfim, colaboração total!!

um adendo para os que quiserem participar: (resposta de augusto de franco a uma dúvida no site)

Quem entrou na E=R depois de 12/11/09 deve fazer a inscrição no evento completo CI-CI 2010 (Early Bird). Existe desconto (se fizer até 21/02/10) e também tem preço especial para estudantes e grupos (a combinar entrando em contato pelo e-mail dvf@cici2010.org.br). Em compensação, quem fez isso poderá participar de todas as atividades da CI-CI 2010 (que serão interessantíssimas, algumas). Atenção: não basta se inscrever na CI-CI 2010 para participar da CIRS. É necessário fazer a pré-inscrição aqui.

bem… não é de hoje que amo de paixão pierre lévy… tenho certeza que o evento será fantástico!!

bjs,
ana laura

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10 anos de cibercultura

(foto anterior ao evento, blog trezentos)

Foi no dia 1/10, lá em santos/sp, pierre lèvy esteve com outros pensadores brasileiros falando de seu trabalho e debatendo novos modelos na cibercultura. lamento profundamente por não ter ido…

como lamentar geralmente sai do nada e leva ao lugar algum, resolvi procurar por aí o que aconteceu, o que falaram do assunto. o resultado é o que segue.

início – jornal o estado de são paulo, caderno link, l7, 5/10/09

matéria no site do link , esta é da hora que o evento acabou

resumo do evento – cultura digital (este é ótimo, tem links de áudio, vídeo e fotos)

fica claro que estamos construindo… não existe modelo pronto… já li e repeti isso tantas vezes que nem sei mais qual o sentido real disso. no fundo ninguém sabe quem vai pagar a conta! gilberto gil diz:

“O problema é que vocês querem que apareça outro modelo único, que não vai exigir esforço algum e te traga o sono de volta”

o modelo antigo não cabe mais no corpinho novo. pensar coma cabeça de ontem não irá resolver os problemas de hoje. nesta modernidade pós-cultural-remixada-cibernética-colaborativa cabe uma classificação única, afinal, cibercultura ainda é válido e diz a que viemos?!

continuo no meu caminho, de experimentar. uso a tecnologia, desta forma tenho um entendimento melhor sobre ela. isso não pode ser visto de fora, você tem que usar, vivenciar, experimentar! ainda bem que não somos médicos, que não podem vivenciar suas doenças para estudá-las melhor! somos a cibercultura, a web2, a web3 e mais quantas webs vierem…

andamos sempre, e para frente! (por favor!!)

bjs,
ana laura

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desculpem a demora! muita coisa, pouco tempo… aquela combinação básica paulistana! o bacana é que o Pierre Lévy enviou o material dele da palestra, só posso agradecer a este gênio de extrema doçura e simpatia em compartilhar o próprio trabalho com todos!
Pierre Lévy é D+!!!

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cyberspace_evolution

a evolução do ciberespaço

[de baixo para cima]

1950 – era a memória do computador, o endereço era definido por bits. sistema operacional, linguagem de programação. a “comunicação” dava-se através do sim|não, do 0|1. era necessário saber os endereços para buscar a informação, memória direcionada.

1980 – era do protocolo de internet, o endereço era do servidor. roteadores, computadores pessoais e interfaces amigáveis, início das comunidades virtuais e da convergência para a mídia digital.

1995 – era do endereço da página, da ligação entre os documentos, dos links. mecanismos de busca, navegadores, esfera pública e multimídia global.

2015 – era da intercomunicação de ideias através da semântica (USL e IEML – endereço do conceito). sociedades colaborativas de agentes semânticos, computação centrada no sujeito. será o crescimento da inteligência coletiva, aumento dos sentidos.

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toward_ci_science

rumo à ciência da inteligência coletiva

não é tudo que acontece no ciberespaço, se você tiver uma dor de dente ainda deverá ir ao dentista, mas você poderá buscar o dentista no ciberespaço, você vai ser “informado” através do ciberespaço.

existe uma inteligência coletiva, mas ainda não é uma inteligência coletiva que faz reflexão sobre suas ideias/pensamentos. o coletivo ainda não é reflexivo.

atualmente, {na Web} as representações da sociedade são fragmentadas: política, economia etc. no futuro o ciberespaço será um observatório, um espelho digital do inteligente coletivo.

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ieml

IEML – cartografia da inteligência coletiva {paper de Pierre Lévy sobre o tema}

significado das representações:

linhas: significado cheio / cortado

linhas: significado cheio / cortado

linhas: significado de cada uma das posições

linhas: significado de cada uma das posições

baseado na dialética virtual: + virtual | + atual

baseado na dialética virtual: + virtual | + atual

baseado na dialética virtual: + sinal | + significado | + referente

baseado na dialética virtual: + sinal | + significado | + referente

este foi o fim da apresentação.

nesta hora, dos significados, significantes, representações, a coisa e afins tem que conhecer mais sobre o trabalho de Pierre Lévy e outros autores do Inteligente Coletivo. Mas a idéia é termos uma “linguagem” que seja melhor que _todos_ (homens e máquinas, de todos os lugares, tipos, culturas, graus de conhecimento e capacidade etc) possam se entender. vale a pena ler o paper indicado que explica melhor esta linguagem proposta, o IEML.

como eu havia dito, o próprio Pierre respondeu muito gentilmente ao meu email e enviou o link da palestra. é uma palestra muito maior do que a que ele fez efetivametne no sesc-sp, provavelmente tem o material usado em Porto Alegre no FIC 2009, portanto tem mais diversão ainda! a indicativa é que sempre usemos o material com os devidos créditos, combinado?!

Toward a Civilization of Collective Intelligence
Prof. Pierre Lévy, FRSC, CRC
University of Ottawa

***

enfim, é isso! o ciclo era digital continua, nova palestra: dia 01/set – sesc consolação.

quem gostou do tema, tem mais diversão!

bjs,
ana laura

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olha só… estava preparando o material para este segundo post e descubro que teve mais Pierre Lévy no Brasil, foi na Puc-RS… de babar acompanhar pelo Twitter: #fic2009. Teve um tipo de “streaming ao vivo” que a gente pode “ler” o que rolou, bem legal. ah, e ainda teve um super resumo do evento feito por este blog, o mix-tape2, fantástico! logicamente tem uma entrevista para o zero hora. divirtam-se com o que rolou em PoA!!

ok, ok, ok… agora vamos ao trabalho… continuando…
[traduções dos slides da palestra + comentários de Pierre Lévy]

a evolução da memória cultural:

  • oralidade > escrita > alfabeto > mídia de massa > cyberespaço
  • oralidade: são os mitos, os rituais. é a transmissão oral, vale a memória. – economia de caça, do acúmulo
  • escrita: são os sinais, ideogramas, hieróglifos, números e unidades de medida. memória técnica autônoma da linguagem. – economia de agricultura
  • alfabeto: digitalização e universalização da escrita reduzida a 30 sinais (letras – alfabeto romano/latino), notação de números por sua posição, definição do valor 0(zero). – economia do comércio
  • mídia de massa: pesadas técnicas de auto-reprodução e difusão do alfabeto e da cultura de sinais. novas linguagens (imagens animadas), progresso da notação científica. – economia industrial
  • cyberespaço: está em todo lugar (ubiquidade). interconexão e animação da cultura de sinais (programas/softwares). computação social, novos sistemas de sinais. – economia do conhecimento

é onde estamos agora, na web2.0, computação social, mídia social, conversa mundial:

the_conversation

e como fica a interoperabilidade semântica? diferentes idiomas, diferentes grupos sociais, diferentes sistemas de classificação (ontologias), diferentes culturas…

temos um problema: como enviar uma mensagm para (todo) o mundo.
_ com tradução automática ?
_ com unificação semântica ?
a tecnologia é boa mas tem problemas…

e onde fica a verdadeira inteligência coletiva?
a proposta não é uniformização, é preciso a diversidade. a comunicação acontece na diversidade.
precisamos nos aperceber fazendo parte de um mesmo ecosistema. instrumentos diferentes de uma mesma orquestra.
unidade é diferente de universalidade.
um modelo universal de arquivo de áudio (mp3), mas ainda assim existem vários tipos de músicas, clássico, jazz…
uniformizar a forma de expressão para haver relação entre as diferenças.

por hoje é só pessoal! amanhã tem mais!

bjs,
ana laura

ps.: agora olha a sacanagem (fala sério, tb quero barba feita!! hahaha):

visual SP                                                                           visual PoA

………

ps2 – de barbinha tb fica um gato, ok?!

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Pierre Lévy - Sesc/SP

Pierre Lévy - Sesc/SP

esta foi a outra alegria de sexta-feira!

este cara é o máximo!! vou tentar contar um pouco do que rolou… o evento foi (é, e será) o ciclo era digital, idealizado pela Atopos (da USP).

bem… ok, teve vídeo, apresentação das pessoas… muito interessantes… mas minha paixão foi mesmo Pierre Lévy…

tunisiano, foi para paris e depois para o canadá. segundo o próprio: ninguém fica muito normal depois de viver em 3 continentes diferentes!!

a própria palestra já ia começar numa babel, pois ele iria falar em francês, a tradução seria para o português e os slides estavam em inglês!! pessoalmente, acho que devia ter ficado tudo no inglês… mas mesmo assim rolou bem.

rumo a civilização da inteligência coletiva…

algumas idéias iniciais sobre o que é a inteligência coletiva:

  • imaginem as formigas… uma só não é inteligente, mas o formigueiro sim… as formigas juntas são capazes de resolver seus pequenos problemas.
  • o que difere os humanos dos animais não é a comunicação, pois há comunicação entre os animais, o que nos torna diferentes é a linguagem. Nossa capacidade de perguntar, de contar histórias, de acumular conhecimento.
  • uma tribo possui cultura, uma cultura oral. uma sociedade com idústrias e agricultura é mais complexa, assim como sua cultura, mas em ambos os casos existe uma inteligência coletiva.

a natureza da informação (a natureza como sendo camadas de informação):

  • interface quantica > interface química > interface genética > interface neural > interface simbólica
  • as 4 primeiras formam nosso espaço 4D > são os dados
  • a última é o espaço semântico, o metadado, é o mundo das ideias.
  • metadado: é a soma da categorização dos dados mais nossa avaliação sobre os dados
  • mas… o mundo subjetivo representa o mundo objetivo…
  • a ideia de uma poltrona, o som da palavra poltrona, não são a poltrona. o exemplo é diferente do conceito.
  • nós vivemos no significado

por hoje é só pessoal… amanhã tem mais…

para ir pesquisando:

bjs,
ana laura

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