Cyberbullying – números assustadores no Brasil

Posted on junho 10, 2010

17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez.

13% foram insultados pelo celular.

87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.

(Pesquisa – ONG Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos)

sem palavras para descrever meus sentimentos agora.

não é porque sou mãe, nem porque sou professora, mas porque sou gente…

dos 10 aos 14 é uma idade terrível por natureza, época em que a gente está tentando virar alguma coisa. época das mais importantes para o resto de nossas vidas. presta atençao: prá vida toda!!!!

os dados vieram de uma excelente reportagem sobre o assunto da revista nova escola. o artigo fala de vários pontos importantes:

- relações entre a vítima, o agressor e o espectador.

- no espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.

- os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular – e muitas vezes se expõem mais do que devem.

- a tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.

mas explica também como procurar uma solução para o problema:

  • Reconhecer os sinais
    Identificar as mudanças no comportamento dos alunos ajuda a identificar casos de cyberbullying. É comum as vítimas se queixarem de dores e de falta de vontade de ir à escola.
  • Fazer um diagnóstico
    Uma boa saída é realizar uma sondagem, aplicando questionários para verificar como os alunos se relacionam – sem que sejam identificados. As informações servem de base para discussões sobre como melhorar o quadro. Quando os alunos leem, compartilham histórias e refletem sobre elas, ficam mais comprometidos.
  • Falar com os envolvidos
    Identificados os indícios, é hora de conversar com a vítima e o agressor em particular – para que não sejam expostos. A escola não pode legitimar a atuação do agressor nem puni-lo com sanções não relacionadas ao mal que causou, como proibi-lo de frequentar o intervalo. Se xingou um colega nos sites de relacionamento, precisa retirar o que disse no mesmo meio para que a retratação seja pública. A vítima precisa estar fortalecida e segura de que não será mais prejudicada. Ao mesmo tempo, o foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito.
  • Encaminhar os casos a outras instâncias
    Nas situações mais extremas, é possível levar o problema a delegacias especializadas em crimes digitais. Para que os e-mails com ameaças possam ser tomados como prova, eles devem ser impressos, mas é essencial que também sejam guardados no computador para que a origem das mensagens seja rastreada. Nos sites de relacionamento, existe uma opção de denúncia de conteúdos impróprios em suas páginas e, em certos casos, o conteúdo agressivo é tirado do ar.

e, o que é melhor de tudo, como EVITAR o problema:

  • Ensinar a olhar para o outro
    Criar relacionamentos saudáveis, em que os colegas tolerem as diferenças e tenham senso de proteção coletiva e lealdade. É preciso desenvolver no grupo a capacidade de se preocupar com o outro, construindo uma imagem positiva de si e de quem está no entorno.
  • Deixar a turma falar
    Num ambiente equilibrado, o professor forma vínculos estreitos com os estudantes, que mostram o que os deixa descontentes e são, de fato, reconhecidos quando estão sofrendo – o que é diferente de achar que não há motivo para se chatear.
  • Dar o exemplo
    Se a equipe da escola age com violência e autoritarismo, os jovens aprendem que gritos e indiferença são formas normais de enfrentar insatisfações. Os professores sempre são modelo (para o bem e para o mal).
  • Mostrar os limites
    É essencial estabelecer normas e justificar por que devem ser seguidas. Às vezes, por medo de ser rígidos demais, os educadores deixam os adolescentes soltos. Mas eles nem sempre sabem o que é melhor fazer e precisam de um norte.
  • Alertar para os riscos da tecnologia
    O aluno deve estar ciente da necessidade de limitar a divulgação de dados pessoais nos sites de relacionamento, o tempo de uso do computador e os conteúdos acessados. Quanto menos exposição da intimidade e menor o número de relações virtuais, mais seguro ele estará.
  • Ficar atento
    Com um trabalho de conscientização constante, os casos se resolvem antes de estourar. Reuniões com pais e encontros com grupos de alunos ajudam a evitar que o problema se instale.

relação, interrelação, somos um grupo, somos autores de nossa história e coautores na história do outro.

estamos ligados, conectados, interconectados…

somos responsáveis por nossos atos e é muito difícil mudar o outro, mas no caso do cyberbullying estamos falando de praticamente crianças! como exigir delas algo que ainda não tem maturidade para oferecer? são muitas as cores dessas histórias. o principal é ajudar sem julgar. julgar é apenas condenar, é apenas dar nota, é não fazer nada… quem vai ajudar essas crianças a viverem e conviverem melhor? somos todos nós, adultos. porque estamos também ligados, conectados, interconectados.

bjs,
ana laura

ps – só para reforçar, passa lá no site da nova escola e leia toda a matéria, é bom ficar atento.