arquitetura da informação – para leigos

Posted on janeiro 20, 2010

saleiro e pimenteiro _ abraço _ anjo&diabo

o que você achou destes conjuntos de sal e pimenta? lindinhos? práticos? estilosos? cumprem a função?

e que tal este estádio, parece com o que você conhece? aquele do jogo do domingo…

_ ninho, pequim

esta casa… já sei: é a sua casa de campo!

_ casa, Mathias Klotz

são formas diferentes de coisas que a gente já conhece, um saleiro e um pimenteiro, um estádio e uma casa… correto?

tanto o design quanto o arquiteto sabem fazer uma coisa muito bem: planejar e nos fazer ficar de queixo caído! ao menos os bons. e sabe o que mais? ambos tem um foco único: pessoas. estes “objetos” mexem com nossas sensações sem comprometerem a eficiência a qual se destinam. tudo bem que há exceções, sempre há. :)

e o que o arquiteto da informação tem a ver com isso? tudo! ele também vai fazer um projeto e planejar para deixar a gente de boca aberta, mas a “coisa” com a qual ele trabalha é a informação, é o conteúdo. são textos, imagens e até mesmo a filosofia da empresa, sua missão e valores e suas estratégias de marketing. como agrupar e exibir todo este repertório em um website sem perder qualquer nuance e ainda, de quebra, mexer com nosso coração, é a tarefa do arquiteto de informação.

Arquitetura da Informação:

“A arte e a ciência de estruturar, organizar e classificar a informação para que o usuário possa encontrar e utilizar essa informação.”
Lou Rosenfeld, Information Architecture for the World Wide Web.
(do site: mercedes sanches)

bacana a definição, não é? quando não há arquitetura da informação, os links de uma página acabam escondendo os conteúdos e não estabelecendo uma relação entre eles e os usuários. quantas vezes você já não perdeu um tempão tentando achar alguma coisa em um site? pense em alguns produtos e veja se conseguiria saber onde estão em cada uma destas grandes lojas.

casas_bahia

magazine_luiza

ponto_frio

em caso positivo, já sabe que tem arquitetura da informação nestes projetos!

mesmo que o seu site seja pequeno, pense bastante na organização do conteúdo, como se fosse um grande projeto. pense no seu objetivo primário com o site, verifique se as palavras que você está usando são as mais adequadas ao perfil do seu público, veja se a organização de cada link é de fato a mais simples para se encontrar qualquer coisa.

e não custa nada fazer um teste para ver se está tudo em ordem depois!! mas isso já é tema para um outra hora!

bjs,
ana laura

As novidades da AI – Thais Campas

Posted on novembro 12, 2009

foi muito legal no evento WVA ver o nome da Thaís Campas. uma alegria! já havia assistido a uma palestra dela a alguns anos tempos atrás, aliás, foi através dela que conheci e me apaixonei pelo tema da arquitetura da informação, navegabilidade, usabilidade e acessibilidade.

bem, vamos às anotações…

o exemplo utilizado na palestra foi o canal vivo: novo layout, nova arquitetura (taxonomia de navegação), novo design de informação e novas regras de publicação (como colocar uma promoção ou um banner).

aqui a “novidade” é por conta da taxonomia de navegação, o bom e velho problema de usar termos que são relativos à empresa e não ao cliente. isso acontece com o vocabulário e a arquitetura da informação também. o erro é ficar valendo a ordem da empresa e não a necessidade do cliente.

testes de usabilidade – fundamentais mais do que nunca:

• card sorting – não é capaz de detectar problemas simples

• análise de contexto de uso [não sei ao certo o nome deste teste, mas é onde um acompanhante vai solicitando as informações do usuário e questionando o tempo todo: o bate papo é intenso... sem indução, apenas conversando e observando]
- experiência do usuário ligada à experiência de uso do site
- organização da empresa não passa para o usuário [no sentido de que a empresa não consegue deixar claro para o usuário seus objetivos]
- neste teste é super importante:
- questionar o usuário o tempo todo
- observar o usuário o tempo todo

um dos erros mais comuns em sites: usar termos e taxionomias que o usuário não entende.

sobre enquetes: usuários manipulam enquetes na internet.

usuários criam personas para navegar na web… não necessariamente equivalentes ao real.

o usuário diz o que pensa na web – muitas vezes ele “acaba” com uma marca.

SIM – a web pode acabar com uma marca [que o diga a uniban...].

política de conteúdo: estabelecer uma estratégia de negócio.

caem os paradigmas da comunicação formal como temos aplicado durante décadas e décadas…
um para um -> um para muitos ->  muitos para muitos.
acabou: falta de diálogo, mensagem e conceito fechados / direcionados.

a mensagem [qqr projeto online] agora tem respaldo em pesquisas de audiência e testes de usabilidade.

a comunicação é interativa, sem controle, de mão dupla. [quais empresas estão dispostas a pagar este preço?]

muitas empresas não são tranparentes nem no seu modelo real de negócio, como o ser na Web?

projeto web > chegar no modelo mental do usuário.

user experience:
- respostas do usuário
- focus group (pode não dar respostas muito significativas)
- usabilidade de inspetoria
- experiência integrada do usuário:
- contexto de uso
- cenário de uso
- affordance

qual é a utilidade que a interface tem NA HORA do uso.

affordance: real ou percebida.

equipe do projeto web – participar da construção do produto [comprometimento].

a inovação já faz parte do repertório de uso do usuário -> ex.: interação entre usuários e comunidades.

*

palestra de outro evento, mas muito legal, peincipalmente com relação ao termo affordance:

bjs,
ana laura

eu sou acessível!!

Posted on dezembro 19, 2007

logos indicativos de sites acessíveis 

uma amiga muito querida, a larissa fortunato de belém do pará, me perguntou se havia algum logo de acessibilidade para sites… eu não sabia e fui atrás… gente… quanta coisa eu descobri!!! olha só:

- o povo mais organizado nesta história é o lusitano, eles foram o 4° país do mundo a ter regras definidas para tal… (http://www.acessibilidade.org.br/normas.htm)

- algumas dicas super importantes do site de além mar (http://www.acessibilidade.net/web/)

- hahaha, eles abrem com o vídeo das minhas paixões, maq e lêda, portanto nada mais justo do que dar a voz aos próprios, com suas dicas (http://www.bengalalegal.com/capitulomaq.php) e também um pouco sobre os mitos (http://acessodigital.net/art_acessibilidade-web-7-mitos-e-um-equivoco.html)

- sobre os logos propriamente ditos, tem um lusitano, que ainda não descobri se é de uso exclusivo deles (http://www.citiap.gov.pt/frmacess.htm) quem descobrir mais avisa!

- e ainda tem a voz do nosso órgão máximo, o w3c (http://www.w3.org/WAI/WCAG1-Conformance)

- no brasil, ainda estou a pesquisar… não achei nada definitivo, mas tropecei com esta notícia maravilhosa, notícia antiga, mais ainda emocionante e cheia de perspectivas (http://www.nic.br/imprensa/clipping/2007/midia749.htm)

resumo da ópera: tem muita coisa ainda para estudar!!!

vale lembrar que muitas das regras de XHTML e CSS beneficiam diretamente os portadores de necessidades especiais!!! vamos lá galera, vamos estudar e fazer nossos websites totalmente acessíveis, ou ao menos o mais inclusivo possível, melhorando a cada projeto!!

bjs,
ana laura

briefing com o cliente

Posted on dezembro 17, 2007

pessoas reunidas conversando olhando o computados 

olá pesso@l!

este tema é o primeiro que resolvi colocar para todo mundo e acho q dá pano prá manga! aliás, muita coisa do que vai se escrever aqui vai ter esta finalidade… levantar a bola para um belo jogo!!

o primeiro desafio do web designer é a página em branco… o que colocar na telinha??? fazemos, geralmente, um trabalho para o cliente do cliente, e não para nós. nem para o cliente diretamente… por isso o primeiro bate-papo com ele deve ser muito esclarecedor. em uma lista que participo, muito legal inclusive, a webdesign da 10 minutos(http://www.10minutos.com.br/comunidades.php), o emanuel felipe começou este trabalho que vocês podem conferir aqui: http://emanuelfelipe.net/blog/modelo-de-briefing/.

já falei com o emanuel e passei algumas sugestões:

- item 7:
sites de referência
acho meio estranho o cliente impor o estilo, este é nosso trabalho

pode ser alguma coisa tb do tipo:
referências da empresa, cores, sites etc

- item 8:
ferramentas de comunicação e interatividade
ex: formulários, atendimento on line, redes sociais (orkut e blog), etc

- dá para acrescentar um item sobre o uso ou não de tecnologia animada ou “estática”.

- outro item q tem q ter é sobre o levantamento do material disponivel do cliente, pois esta é uma referência para o orçamento, principalmente se houverem vídeos e fotos para arrumar. 

…agora cada um pode criar as suas!!! vamos colaborar!!

um grande beijo,
ana laura