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web, tecnologia, comportamento e diversãoPedagogia da autonomia – primeiras palavras
Posted on junho 10, 2011Dá prá indicar um livro tendo lido apenas as “Primeiras Palavras”??? Fala sério!! O livro em questão é o:
Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire, Ed. Paz e Terra, Coleção Leitura
Não é um livro tão antigo assim, é de 1996. Um clássico recente.
Sempre gostei de Paulo Freire, achei o máximo quando aprendi a metáfora da educação bancária, sobre a pedagogia do oprimido… Seus ideais de uma educação para todos (mesmo) sempre calaram fundinho em minha alma…
Mas este foi demais! Juro que só li as primeiras páginas, mas tenho certeza de que ainda vou escrever muito sobre isso por aqui! “A gente tem que escrever para dar autonomia para o leitor”, era isso o que dizia a Claudia Nucci, minha pedagoga de plantão no projeto Clique a Clique da Abril. Amo muito também essa menina! Quando vi o livro não resisti e comprei.
Será que educamos de fato para darmos autonomia? Dar autonomia é ensinar o cara a se virar, é o famoso “ensinar a pescar”, sem dar o peixe. Mas para ensinar a pescar temos que treinar a pesca… Sei… Treinar… Treinar o cara a apertar parafusos?
Em alguns momentos temos que treinar a pescar, mas tem que ter teoria também… Mostrar todos os lados da pesca, as possibilidades. Indicar o Universo da pesca e não o Mundinho da pesca.
“É nesse sentido, por exemplo, que me aproximo de novo da questão da inconclusão do ser humano, de sua inserção num permanente movimento de procura, que rediscuto a curiosidade ingênua e a crítica, virando epistemológica. É nesse sentido que reinsisto em que formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas”…
E não basta formar, tem que ser uma formação baseada na ética, mão não a ética do trabalho, do mercado, a ética humana.
“Educadores e educandos não podemos, na verdade, escapar à rigorosidade ética. Mas é preciso deixar claro que a ética de que falo não é a ética menor, restrita, do mercado, que se curva obediente aos interesses do lucro.” … “Falo, pelo contrário, da ética universal do ser humano.”
Sem diferenças, sem discriminação de raça, gênero ou classe. Não importa o quão diferente sejamos, somos todos igualmente humanos. E igualmente devemos ser tratados em todos os ambientes… Inclusive na escola, seja em Cursos Presenciais ou em Cursos Online.
Está bem claro que somos diferentes, não é para tentar igualar. O lance é respeitar as diferenças. Aceitar as diferenças não como um bem ou como um mal, apenas como diferenças. Simples assim.
“Isto não significa negar os condicionamentos genéticos, culturais, sociais a que estamos submetidos. Significa reconhecer que somos seres condicionados mas não determinados. Reconhecer que a História é tempo de possibilidade e não de determinismo, que o futuro, permita-se-me reiterar, é problemático e não inexorável.”
Ainda tenho muita leitura pela frente, mas já vou semeando minhas questões:
- você ensina para a autonomia?
- você usa a ética do mercado ou à do ser humano?
- você está livre do determinismo e pronto para fazer o seu futuro?
- você educa para libertar o outro do seu próprio determinismo e fazer o seu próprio futuro?
questionem-se!
bjs,
ana laura
Provocações com Rubem Alves
Posted on maio 21, 2011não é de hoje que amo muito este jovem senhor…
estou sem palavras… já ri, chorei… pode até ser tpm, mas calou no fundinho do coração _ de mãe, de educadora, de técnica…
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obrigada ao programa e ao abujamra por tão delicada escolha!
prá quem não conhece, mais sobre o rubem alves e sobre a escola da ponte.
bjs,
ana laura
Assassinaram o portuga
Posted on maio 20, 2011[nós que aqui estamos e por vós esperamos - imagem original do blog paraibuna - http://parahybvna-svper-flvmina.blogspot.com/2009/02/o-recado.html]
com uma semana de atraso, gostaria muito de saber a opinião de meus leitores sobre o tema “norma culta da língua”.
fala sério!!! hahahaha tb os caras não tem mais o q fazer!!!! fica tudo falando o q quiser!!!
o trecho acima é ou não é assassinato?
desde sempre eu escrevo tudo com minúsculas. posso me justificar academicamente dizendo que sou modernista, adepta ao estilo simples e funcional da bauhaus (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bauhaus) … hahaha a verdade é que nem tenho tantas tintas prá dizer isso, é preguiça mesmo e acho lindinho ficar tudo caixa baixa. mas vamos combinar: sou assassina!
isso sem falar das abreviações que são auxílio extra para acelerar a escrita e, no caso do twitter, economizam caracteres preciosos. isso é ou não morticínio?
prá quem não leu/viu/ouviu nada sobre o assunto, vamos ao início da história, que prá mim começou na rádio CBN, mas aqui indico os links textuais:
- http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/17/haddad-defende-livro-mas-enem-exige-norma-culta-924488204.asp
- http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/16/procuradora-da-republica-preve-acoes-contra-uso-de-livro-com-erros-pelo-mec-autora-se-defende-924478530.asp
o mec distribuiu um livro que faz uso da linguagem coloquial e toma-a como correta se usada no momento certo. o livro cita frases erradas do ponto de vista da norma culta do português e diz que, em determinados contextos, tudo bem falar errado. e então? é trucidação mesmo assim ou não?
depois de passar 2010 inteiro escrevendo e hoje com 3 livros publicados e a coleção clique a clique da abril (http://www.cursocliqueaclique.com.br/) nas bancas, acho que posso falar: é um saco imenso e sem fundo escrever direito e dentro da norma culta! difícil pacas e assuntos sim: para especialistas! todos os meus textos passaram por revisão e foram corrigidos e esmiuçados para que não houvessem erros. isso mesmo, lá não tem massacre. e também, pudera! livros são para serem entendidos, ao menos os técnicos.
agora veja, não é assim que tem que ser? conforme o momento usamos uma “língua” diferente. o português é uma língua extremamente complexa, cheia de particularidades e nuances. tá duvidando, dá uma olhada: http://www.hardmob.com.br/threads/219178-RequestMOB-Textos-com-palavras-iniciadas-pela-mesma-letra!
escuto meu pai conversar com seus amigos, sexagenários ou septuagenários, e vejo como meu português é chinfrim. meu vocabulário é risível… para eles, veteranos ou da geração silenciosa (http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=14139), nós já somos assassinos da língua mãe a muitos e muitos anos. isso nem é novidade! assim como não é usar o conhecimento ou a falta dele para agregar ou segregar as pessoas!
seja na vida real ou na vida virtual, existem regras. tem hora prá tudo, só não tem hora para ser ignorante! verdade, mesmo uma grande porrada tem que ser dada com respeito e inteligência. não dá prá sair esculhambando a língua sem conhecer. corremos o risco de não nos entendermos mais… quem aí lembra do miguchês? (Eu Amu U mEu idIomAH…EH A LinguAH + lINDUxXxAH DU mUNDU – http://www.coisinha.com.br/miguxeitor/). alguém por aqui já ouviu falar de Netiqueta (http://www.icmc.usp.br/manuals/BigDummy/netiqueta.html)?
educação, educação e educação. são as três coisinhas necessárias para vivermos juntos sem nos matar neste planetinha! educamos para o respeito, para a inclusão, para a preservação do planeta, para ler, escrever e entender, para produzir, para participar, para reivindicar, para tudo! não há escolas / faculdades / cursos brasil ou mundo, que dêem conta de tanta diversidade, por isso todo lugar é um lugar de disseminação de educação. de preferência usando a norma culta… saber até onde vai a zoeira é que são elas!
divirtam-se na norma culta também!
bjs,
ana laura
Professores e tecnologia
Posted on março 14, 2011Muito interessante a entrevista com o consultor de ensino Diego Leal no Estado de São Paulo desse domingo, 13 de março. Pontos que discordo, pontos que concordo à parte, uma frase me chamou bastante atenção:
Sinto que às vezes nos concentramos em perguntar como podemos ser mais efetivos ensinando e não nos perguntamos como podemos tornar mais eficiente o processo de aprendizagem dos estudantes.
Este é o ponto.
Tecnologicamente estamos bastante avançados, mas ainda reproduzimos o mesmo “cuspe e giz” de sempre. Um vídeo, um PowerPoint, um texto… O aluno lê e reproduz. Não desmereço a técnica, só penso que tem que ter mais que isso. Vai rolar um vídeo, ok! Antes deve rolar um bate papo sobre o que será passado e depois, um outro bate papo sobre o que os alunos acharam. Uma apresentação? Perfeito! Solicitar um resumo ou uma síntese depois. Mostrar vários jogos e pedir que os alunos escolham o que mais se encaixa para explicar uma determinada regra ou lógica.
No caso dos sistemas virtuais, vejo as duas pontas do fio do problema em tornar mais eficientes os processos de aprendizagem: quem faz a parte tecnológica e quem faz a parte pedagógica. Os pedagogos estão aptos a enfrentarem o problema? Os técnicos da área de TI também estão?
Existem muitos Cursos Informática Brasil /Mundo que ainda não estão preparados para criar um novo tipo de aluno, que se transformará em um novo tipo de profissional: plural, multidisciplinar, transdisciplinar. Eles ainda não tem nem o professor e nem o sistema que seja capaz disso!
Eu vejo designers versus desenvolvedores, pedagogos versus técnicos de informática, teóricos versus práticos, acadêmicos versus mercado… São poucos aqueles capazes de ver as diferenças e conviver sem brigar, melhor que isso, ajudarem-se e aprenderem a ser um pouco mais híbridos, porém férteis!
Estar atento ao aluno em salas de aulas menores. Criar um espaço de aprendizagem descontraído que seja capaz de promover e fomentar o pensamento livre… Capaz de fazer o aluno dar asas a sua imaginação. Seja esse ambiente real ou virtual.
E você aluno, o que pensa disso? Sua escola está preparando você? Você sente-se fazendo parte da sua preparação?
E você, professor, o que pensa? É a instituição, o sistema, pura falta de verba?
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