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Ler deveria ser proibido

é extremamente perigoso… tranforma as pessoas…

:)

nada é por acaso. esse vídeo chegou até minhas mãos pelo trabalho maravilhoso de fátima franco. parabéns querida! vc é D+!!

> Campanha de incentivo à leitura idealizada e produzida por: Deborah Toniolo, Marina Xavier, Julia Brasileiro, Igor Melo, Jader Félix, João Paulo Moura, Luciano Midlej, Marcos Diniz, Paulo Diniz, Filipe Bezerra. (Alunos do 2ºano – turma pp02/2003 – do curso de Publicidade e Propaganda da UNIFACS – Universidade Salvador). Adaptação do texto de Guiomar de Grammont.

bjs,
ana laura

Governança da Internet no Brasil

estátua da justiça

Via @samadeu, fui dar uma espiadinha na reportagem sobre neutralidade…

É um assunto que foi paixão instantânea desde o evento Cidadania e Redes Digitais. Mas não é só isso, eu vivo a Internet, aliás, quem não vive? De uma forma ou de outra, estamos todos presos a essa teia. É bom ficarmos de olho para a forma como ela está sendo gerenciada.

O artgio é ótimo, principalmente porque coloca, de uma forma muito prática, a importância do assunto:

Por que é importante discutir neutralidade da rede no Brasil?
Porque em muitos países (e o Brasil não é exceção) as operadoras de telecomunicações responsáveis por grande parte (ou a totalidade) da conectividade na última milha atuam de maneira arbitrária – na maioria imensa dos casos, sem órgão regulador que possa estabelecer limites e regras de conduta – para maximizar lucros ao vender banda ao usuário final. Isso implica em monitoramento, bloqueio indevido ou degradação de tráfego de vários serviços, e banda real muito menor que a contratada, em função dessa maximização.

(Robinson dos Santos, artigo completo)

A comparação mais simples é a de uma rodovia… Imagine se a concessionária da rodovia tivesse o direito de saber o que você leva no seu carro e, conforme esse conteúdo e as regras dessa concessionária, impedisse você de trafegar ou obrigasse você a andar a 20km/h. Bacana, né? Pois é, a falta de neutralidade na rede iria provocar uma situação dessas.

A desculpa maior é a segurança. O que se alega é que, por motivos de segurança, as empresas fornecedoras de acesso devem saber tudo a respeito do seu tráfego. Afinal, você pode ser um bandido tramando contra a nação, um molestador de criancinhas indefesas etc. Mas a prática é que tais dados são usados com finalidades puramente comerciais: se você visitar o site do concorrente eu diminuo a velocidade da sua conexão. Uhú, tô tão feliz com isso! :(

Mas o Brasil tem um órgão controlados muito mais sério do que outros países… O CGI tem uma política muito séria com relação à governança na internet para tentar coibir o abuso:

1. Liberdade, privacidade e direitos humanos
O uso da Internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.

2. Governança democrática e colaborativa
A governança da Internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva.

3. Universalidade
O acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos.

4.  Diversidade
A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores.

5.  Inovação
A governança da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso.

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento.

7. Inimputabilidade da rede
O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.

8. Funcionalidade, segurança e estabilidade
A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas.

9. Padronização e interoperabilidade
A Internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento.

10. Ambiente legal e regulatório
O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração.

(Princípios para a Internet no Brasil, CGI.br)

É bom a gente saber e ficar de olho…

bjs,
ana laura

Se as mídias sociais fossem um planeta…

essa seria a demarcação dos continentes! clique para ampliar.

(via flowtown)

bjs,
ana laura

Trabalhando com mídias sociais

Palestra dada na PhotoImageBrazil, 05/08/2010 – Stand Adobe/Impacta

Obrigada pela presença de todos!

Quem não pode ir, pode ao menos curtir um pouco mais sobre o tema…

Divirtam-se!

bjs,
ana laura

Ensinar de forma contextual

ah… como é difícil prender a atenção dos alunos…

a reclamação básica dos meninos e meninas são as aulas fora de contexto…

pois é, com um pouco de criatividade e muita paciência, dá para criar coisas divertidas!

(via: youTchube)

bjs,
ana laura

Teste de velocidade

olha que legal!

um teste de velocidade de banda de acesso a internet!!!

http://speedtest.net/

muito rápido, muito fácil.

bjs,
ana laura

Mídias sociais

não há quem não ame um infográfico bem feito!

aqui dois exemplos que ilustram como andam as mídias sociais no brasil:

(clique nas imagens para ver o infográfico completo)

*

bjs,
ana laura

ei freela! vai cobrar menos mesmo?

muito bacana este post que vi hoje de Laura Spencer. (dica @creativenerds)

ontem escrevi sobre um outro autor que falava em cobrar menos para trazer clientes. e não era só isso, falava sobre o quão importante é já começar a trabalhar com clientes. fazer coisas prá gente mesmo é relativamente tranquilo se comparado com fazer coisas para os outros. fiquei pensando na quantidade de vezes que o cliente muda de ideia e no quanto meus orçamentos hoje incluem esta cláusula de “tantas alterações”… a gente passa um tempão criando e programando e, muitas vezes, o “pequeno ajuste” solicitado nos obriga a praticamente jogar tudo fora… :) essa é a vida com o cliente, por isso é tão importante aprender, desde cedo, a lidar com esse desafio…

e hoje, olha só, li sobre as “vantagens” de se cobrar menos. a autora é contra. então vamos lá traduzir para mostrar um outro ponto de vista:

Nós discutimos valores com frequência porque valores são um tema crucial para freelancers. Quanto você cobra pelos seus serviços, em última análise, determina o quanto você pode ganhar como freelancer.

Ultimamente, tenho ouvido muita discussão sobre como freelancers precisam cobrar menos para conseguir mais negócios. Normalmente, a economia é citada como a razão pela qual os valores devem ser reduzidos.

Sabe de uma coisa? Eu não compro essa ideia. Eu não acho que a redução de valores seja uma boa jogada para um freelancer. Neste post, vou explicar porquê.

A questão errada
Abro este post perguntando se valores mais baixos significam mais clientes. Eu dei esse título a este post por uma razão. É que ouço muitas vezes essa frase quando as pessoas falam sobre a redução de valores.

No entanto, eu acho que é a pergunta errada para um freelancer fazer. A verdadeira pergunta deveria ser: abaixar o meu valor ajuda meu negócio a prosperar?

A resposta à primeira questão, sobre se baixos valores lhe rendem mais clientes poderia eventualmente ser “sim”. Mas, é uma questão falha porque, como freelancer, você tem uma quantidade limitada de tempo. A menos que você seja uma agência com uma equipe enorme que está disposta a trabalhar por amendoim (ou seja, salários baixos), provavelmente há um limite para quanto trabalho você pode realmente aceitar.

Um dos aspectos que faz com que a maioria dos freelancers sejam únicos é que eles podem dedicar mais tempo e dar mais atenção aos projetos que uma grande empresa é capaz. No entanto, eles só podem oferecer esse benefício aos seus clientes se eles estão cobrando um valor adequado para seus serviços.

Um olhar sobre a pergunta certa
[NT: o quão prejudicial pode ser trabalhar com valores baixos]

  • Se o seu equipamento se desgasta ou se torna obsoleto, não há fundos para substituí-lo
  • Suas habilidades podem ficar defasadas porque você não tem orçamento para investir em treinamento
  • Você vai trabalhar mais para ganhar o mesmo dinheiro e, como resultado, provavelmente cortar recursos destinados ao marketing
  • Se surgir uma emergência pessoal, não terá recursos para lidar com ela

Mas o trabalho não está entrando
[NT: pinta o desespero quando o trabalho não entra. a autora sugere dicas para esse momento.]

  • Separe uma parte de sua renda. [tenha sempre um $$ guardado]
  • Não interromper os esforços de marketing.
  • Tenha um projeto pessoal. [é uma forma de continuar trabalhando e estudando sem pirar]

Quando você quer dar um desconto para seu trabalho
[NT: casos legítimos para dar um desconto]

  • Você está oferecendo uma venda por tempo limitado
  • O cliente oferece uma assinatura (para escritores)
  • O cliente tem trazido novos clientes para você
  • O cliente deu um depoimento [daqueles que valem a pena]
  • O cliente está lhe oferecendo um contrato de longo prazo
  • O cliente concorda em reduzir a quantidade de trabalho necessária

e aê freela? vai mesmo cobrar menos?

bjs,
ana laura

desenvolvedor web freela

este é um assunto muito interessante e abordado de uma forma muito clara e objetiva por Glen Stansberry nesse artigo.

fica aqui a tradução de uma parte muito importante, o começo…

apenas comece
o começo é a parte mais difícil para muitos desenvolvedores web que não possuem muitos clientes.
a coisa mais importante é lembrar que, sem clientes não há trabalho. é muito fácil ficar preso a coisas como construir seu site portfolio, brincar com ferramentas modernas e outras tarefas semi-importantes. o mais importante é começar a trabalhar com pessoas e receber propostas.

eu descobri que começar com um nicho de mercado é a melhor forma de começar a construir uma carreira freelance de sucesso. por exemplo, minha especialidade é trabalhar com sistemas de gerenciamento de conteúdo como Drupal e WordPress. comecei a tentar achar trabalho apenas nessas áreas para que eu me tornasse um especialista em customizar sistemas de gerenciamento de conteúdo.

se você é um designer, poderá tentar tornar-se um especialista em um nicho do mercado de design também.
design de comércio eletrônico, bogs de design, backgrounds para twitter. tornar-se um líder em um nicho significa que você será capaz de aumentar a demanda. aumentar a demanda por seus serviços ao ponto de você poder escolher seus clientes, cobrar mais e, por fim, ter melhores experiências como freelancer.

+ dicas  (resumão):

  • você não precisa saber TUDO,
    nem ter domínio completo de uma linguagem e programação…
    se pintar um projeto que você não sabe como chegar ao fim, tudo bem, verifique sempre a possibilidade de aprender fazendo. tome apenas o cuidado de saber o mínimo para não deixar o cliente na mão…
  • experimente trabalhar com clientes:
    comunicação - saiba comunicar-se com seu cliente e outros pares do projeto. seja sempre transparente.
    anúncios - anuncie somente até onde você “se garante”. investir em um bom cliente para ganhar um testemunho de peso é a melhor propaganda.
    disciplina - seja extremamente disciplinado. esteja atento e cumpra todos os prazos. sem preguiça. lembre-se que você não deve trabalhar 24h.
  • seja honesto consigo e com seu cliente
  • o poder do testemunho – a melhor propaganda é aquela que seu cliente faz de você. faça o melhor trabalho para que seu cliente o recomende para outras pessoas/empresas.
  • o portfolio – é muito importante, mas não é questão de vida ou morte. desenvolver seu portfolio não pode atrapalhar o desenvolvimento de sua reputação com os clientes.
  • aprenda a cobrar – gerencie as contas, dê opções de pagamento conforme a entrega para fazer fluxo de caixa. não cobre nada de surpresa, combine sempre, tudo antes. faça o projeto.
  • faça marketing com seus serviços, dê aulas e dicas, torne-se uma referência.
  • saiba cobrar – às vezes, vale a pena cobrar menos de um cliente poderoso para ganhar nome e projeção.

    lembre-se: é fundamental trabalhar com clientes, principalmente para aprender a construir excelentes relacionamentos profissionais.

bjs,
ana laura

17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez.

13% foram insultados pelo celular.

87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.

(Pesquisa – ONG Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos)

sem palavras para descrever meus sentimentos agora.

não é porque sou mãe, nem porque sou professora, mas porque sou gente…

dos 10 aos 14 é uma idade terrível por natureza, época em que a gente está tentando virar alguma coisa. época das mais importantes para o resto de nossas vidas. presta atençao: prá vida toda!!!!

os dados vieram de uma excelente reportagem sobre o assunto da revista nova escola. o artigo fala de vários pontos importantes:

- relações entre a vítima, o agressor e o espectador.

- no espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.

- os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular – e muitas vezes se expõem mais do que devem.

- a tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.

mas explica também como procurar uma solução para o problema:

  • Reconhecer os sinais
    Identificar as mudanças no comportamento dos alunos ajuda a identificar casos de cyberbullying. É comum as vítimas se queixarem de dores e de falta de vontade de ir à escola.
  • Fazer um diagnóstico
    Uma boa saída é realizar uma sondagem, aplicando questionários para verificar como os alunos se relacionam – sem que sejam identificados. As informações servem de base para discussões sobre como melhorar o quadro. Quando os alunos leem, compartilham histórias e refletem sobre elas, ficam mais comprometidos.
  • Falar com os envolvidos
    Identificados os indícios, é hora de conversar com a vítima e o agressor em particular – para que não sejam expostos. A escola não pode legitimar a atuação do agressor nem puni-lo com sanções não relacionadas ao mal que causou, como proibi-lo de frequentar o intervalo. Se xingou um colega nos sites de relacionamento, precisa retirar o que disse no mesmo meio para que a retratação seja pública. A vítima precisa estar fortalecida e segura de que não será mais prejudicada. Ao mesmo tempo, o foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito.
  • Encaminhar os casos a outras instâncias
    Nas situações mais extremas, é possível levar o problema a delegacias especializadas em crimes digitais. Para que os e-mails com ameaças possam ser tomados como prova, eles devem ser impressos, mas é essencial que também sejam guardados no computador para que a origem das mensagens seja rastreada. Nos sites de relacionamento, existe uma opção de denúncia de conteúdos impróprios em suas páginas e, em certos casos, o conteúdo agressivo é tirado do ar.

e, o que é melhor de tudo, como EVITAR o problema:

  • Ensinar a olhar para o outro
    Criar relacionamentos saudáveis, em que os colegas tolerem as diferenças e tenham senso de proteção coletiva e lealdade. É preciso desenvolver no grupo a capacidade de se preocupar com o outro, construindo uma imagem positiva de si e de quem está no entorno.
  • Deixar a turma falar
    Num ambiente equilibrado, o professor forma vínculos estreitos com os estudantes, que mostram o que os deixa descontentes e são, de fato, reconhecidos quando estão sofrendo – o que é diferente de achar que não há motivo para se chatear.
  • Dar o exemplo
    Se a equipe da escola age com violência e autoritarismo, os jovens aprendem que gritos e indiferença são formas normais de enfrentar insatisfações. Os professores sempre são modelo (para o bem e para o mal).
  • Mostrar os limites
    É essencial estabelecer normas e justificar por que devem ser seguidas. Às vezes, por medo de ser rígidos demais, os educadores deixam os adolescentes soltos. Mas eles nem sempre sabem o que é melhor fazer e precisam de um norte.
  • Alertar para os riscos da tecnologia
    O aluno deve estar ciente da necessidade de limitar a divulgação de dados pessoais nos sites de relacionamento, o tempo de uso do computador e os conteúdos acessados. Quanto menos exposição da intimidade e menor o número de relações virtuais, mais seguro ele estará.
  • Ficar atento
    Com um trabalho de conscientização constante, os casos se resolvem antes de estourar. Reuniões com pais e encontros com grupos de alunos ajudam a evitar que o problema se instale.

relação, interrelação, somos um grupo, somos autores de nossa história e coautores na história do outro.

estamos ligados, conectados, interconectados…

somos responsáveis por nossos atos e é muito difícil mudar o outro, mas no caso do cyberbullying estamos falando de praticamente crianças! como exigir delas algo que ainda não tem maturidade para oferecer? são muitas as cores dessas histórias. o principal é ajudar sem julgar. julgar é apenas condenar, é apenas dar nota, é não fazer nada… quem vai ajudar essas crianças a viverem e conviverem melhor? somos todos nós, adultos. porque estamos também ligados, conectados, interconectados.

bjs,
ana laura

ps – só para reforçar, passa lá no site da nova escola e leia toda a matéria, é bom ficar atento.

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